

Biblioteca Profº. Romano Reif
Oficializado pelo Decreto 20762 em dezembro de 1970. Em 1975, outro decreto alterou o primeiro, possibilitando a transferência da BRR para outro lugar.
Com o tempo, o espaço físico tornou-se insuficiente, devido a demanda de usuários e, nova transferência foi necessária. Iniciou-se uma ação junto a AMOVI e o Centro comunitário do IAPI e seus presidentes situaram uma área verde, destinada a ser uma praça pública - o Largo da Bandeira.
Nova ação, a liberação que deu início às obras, interrupção por questões financeiras e finalmente em 1994 a nova sede foi inaugurada passando a funcionar normalmente.
Ela funciona como um centro comunitário, que integra os moradores da região e oferece cursos e atividades. Fornecer um espaço público de qualidade como instituições particulares é o objetivo da biblioteca.
Fonte: Secretaria da Cultura - Histórico da Biblioteca
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Escola de Samba do IAPI
http://uniaodavila.com.br/historia.html
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A praça Chopin, também conhecida como "praça do laguinho" possui um lago, mesas com jogo de dama, quadra de esportes, prassinha para as crianças e também é rodeada por casas em estilo espanhol.
Tem a praça Shiga, inaugurada em 1983,cujas obras foram financiadas pelo governo japonês e sua função principal é a contemplação.A praça conta com um pequeno lago, cascata, quiosque e elementos típicos do paisagismo do Japão.
Ao lado do Parque Alim Pedro há outra praça de recreação a praça Amigos do Verde.
PRAÇA CHOPIN


Não poderia deixar de falar sobre o Parque Alim Pedro, construído na década de 40 como parte integrante do Projeto de criação da Vila do IAPI, para ser um grande centro de lazer destinado aos mais variados esportes, tendo como modelo o Estádio Olímpico de Tóquio.
É uma Unidade Esportiva e Recreativa da SME ( Secretaria Municipal de Educação), com 45.000 m2, o parque possui campo de futebol, pista de caminhadas com orientação de especialistas, duas quadras poliesportivas e duas canchas de bocha, além de ser um espaço de lazer, onde as pessoas se reunem para tomar chimarrão, e ficar em contato com a natureza.
Possue também um módulo administrativo, vestiário, salas multiuso ( para ginástica, dança para todas as faixas etárias,etc.), espaço para recreação e eventos comunitários.
É palco de outros eventos, como o Criançando, a Copa Paquetá e Festival de Música.
Por tudo isso, o Parque Alim Pedro é um referencial, sendo Porto Alegre pioneira na América Latina no que tange a Recreação Pública.
Deliciem-se agora com estas lindas imagens...
No início de sua construção...
PARQUE ALIM PEDRO

Atualmente...


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Postado por
Elleoni
às
13:07
IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA -ONTEM E HOJE

A Vila do IAPI também possue uma igreja, a Igreja Nossa Senhora de Fátima, que começou a ser erguida em 1950 e através do Padre Alfredo Venturinni prestou importante trabalho de assistência social à comunidade, além do serviço religioso. O padre Venturinne convidou as irmãs da igreja para dar início às aulas na sacristia da capela até junho de 1954, quando teve início a construção de uma casa de madeira, onde seria, posteriormente, construída a Escola Particular Edmundo Gardolinsky, em homenagem ao engenheiro construtor da vila. Em 1997 passou a se chamar Nossa Senhora do Cenáculo. Em 1969 começou a construção de um prédio para substituir a casa e sua conclusão ocorreu em 1980. "A escola foi desempenhando sua missão com desafios e dificuldades, mas também com vitórias e alegrias" - escreveu a irmã Cleusa Maria Casarin,diretora da instituição em 2006. A escola que se desenvolveu junto com o IAPI é dedicada ao Ensino Fundamental e os alunos podem usufruir de aulas de atividades extras, assim como também do Turno Integral.
COLÉGIO DOM JOÃO BECKER - NO INÍCIO
Mais tarde foi construído um prédio, para abrigar o Colégio Dom João Becker, que até então, funcionava nas dependências de outra escola, a Escola Gonçalves Dias, também no interior da vila. O Colégio Becker oferece a seus alunos além do Ensino Médio, cursos Técnicos de Quimica, Informática e Desenvolvimento em Software, que são realizados após a conclusão do 3º ano escolar.
A Escola Estadual Gonçalves Dias, além de atender alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, também prioriza seu atendimento a inclusão de alunos de diferentes bairros, portadores de necessidades especiais, mais específicamente, alunos com deficiência visual, desde a década de 50. Além destes atendimentos, também oferece o EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Também são oferecidos projetos que integram a comunidade escolar, como: ginástica para as mães, saúde na escola- projeto desenvolvido juntamente com o ESADE, visando especificamente a nutrição e acuidade visual, feira comunitária, projetos pedagógicos culturais, projeto de parceria com o SEBRAE - Junior Achievement - palestras comos empresários e noções do universo empresarial, bem como com outras instituições e organizações comunitárias.
Desta forma a relação escola/comunidade torna-se satisfatória, havendo boa reciprocidade. A comunidade também é convidade para reuniões e outras atividades esportivas e sociais.
Outra atividade educativa que a vila oportuniza é o trabalho desenvolvido pela Escola Estadual Especial Recanto da Alegria, que teve sua fundação em 1961. No início prestava serviços a alunos com Deficiência Auditiva, mais tarde passou a atender alunos com Deficiência Mental e, a partir de 2000, atende alunos Autistas e Psicóticos., sendo a faixa etária atendida os alunos entre 6 anos até 25 anos.
Esta escola conta com o apoio da NASCA - Núcleo de Atendimento de Saúde da Criança e do Adolescente. Também recebe apoio do INSS, que se localiza próximo à escola. Além das atividades currículares, os profissionais da escola, oportunizam oficinas de Marcenaria, Artesanato, Tear, Bijuteria e Chocolate e mini fábrica, sendo a última realizada em parceria com a Neugebauer. Também será realizado, no final do ano, a Feira de Natal/baile, onde serão arrecadados benefícios para a escola, além de os alunos poderem divulgar os seus talentos. Pela primeira vez, a escola irá participar da Prova Brasil.
Posteriormente, ainda para suprir a deficiência de escolas, foi criado o Grupo Escolar Praça José Maurício de Souza, fundado em 1958, dedicados ao ensino de alunos do Ensino Fundamental, sendo posteriormente,a ser chamada de Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Theodoro Amistad. Em 2008 completou 50 anos de atividade. A escola também recebe alunos carentes advindos de outras comunidades, trabalha em parceria com a Igreja Dom Bosco e com o Parque Alim Pedro, que oferece atividades recreativas a todos os alunos.
Mais um pouco de história...
O Município ao qual pertenço chama-se Porto Alegre.
Pois bem, em Porto Alegre, a partir da década de 30, cresciam os estabelecimentos industriais na Zona Norte da cidade. Paralelamente, aumentava, de maneira desordenada, o número de sub-moradias habitadas, em sua maioria, por operários da indústria, que viviam em precárias condições.
Coube à Delegacia Regional do IAPI, sediada em Porto Alegre, a tarefa de implantar, nesta região, um conjunto habitacional que beneficiasse esta população. O local escolhido foi o já criado bairro Passo D’Areia,que faz limite com mais três bairros da Zona Norte de Porto Alegre. Foi delimitado e oficializado pela lei municipal nº 2022 de 07/12/1959.
Até a década de 1940, a população do bairro era escassa, e havia poucas casas ao longo da antiga Estrada do Passo d’Areia . No início do século XX, o desenvolvimento em ritmo lento era uma característica comum dos arrabaldes mais distantes do centro da cidade, sobretudo em função dos transportes, que eram puxados por tração animal. A implantação do transporte coletivo no final do século XIX, cujo terminal era junto à Igreja São João, motivou a ocupação da região. Mas, foi a partir de 1941 que o povoamento do bairro tornou-se mais efetivo: alguns autores destacam a enchente ocorrida naquele ano, como elemento motivador da ocupação das áreas livres das cheias dos arroios que percorrem Porto Alegre. A construção da Vila dos Industriários – IAPI – com início das obras em 1946, sem dúvida mudou a configuração do bairro, no que diz respeito à urbanização.
A área era dividida em chácaras e os proprietários alugavam lotes para pequenos criadores e agricultores.
Esta área, na época era uma colônia e pertencia a uma só família.
A construção da Vila foi, portanto, um empreendimento no qual houve uma preocupação com a qualidade das moradias, o que acarretou um aumento significativo dos custos (...). À medida que novas moradias foram sendo edificadas, aumentava a opulação da vila. Este aumento, aliado à precariedade dos serviços essenciais, levou à busca de medidas que solucionassem parte dos problemas existentes. Essa evolução se deu lentamente, devido a falta de organização dos moradores nas suas reivindicações, aliada aos interesses de políticos do período, que visitavam a Vila somente em época de eleições.
Com o decorrer dos anos, o IAPI deixou de ser uma Vila para transformar-se, extra-oficialmente, em um novo bairro. Esta mudança troxe consigo problemas gerados por novas necessidades que só poderiam ser atendidos pelos órgãos competentes, mediante reivindicações feitas por uma comunidadeorganizada. Assim, na década de 80, foi criado o Centro Comunitário da Vila do IAPI.
Na época, já existia a Associação dos Moradores da Vila IAPI (1951)- AMOVI- criada inicialmente com o intuito de representar os moradores da Vila, no entanto, com o tempo, acabou se tornando mais um clube, uma entidade social e esportiva e o Centro Comunitário uma entidade reivindicatória.
Atualmente existe um movimento para que a Vila seja tombada como patrimônio histórico e cultural da cidade. Entretanto, devido a descaracterização sofrida no decorrer dos últimos anos, talvez, haja apenas uma ou duas ruas que possam ser tombadas na sua totalidade.
Fonte: Memória dos Bairros. SMC - 1991. Texto de Marion K. Nunes e
http://www.seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/viewFile/9223/5308





